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What 120 MBA students taught me about difficult conversations: the silence problem

  • Feb 23
  • 3 min read

(Versão em português abaixo)


Nobody taught them this. They discovered it themselves.


Across 120 individual reflections on difficult conversations, one observation came up again and again, independently, from students who hadn't compared notes.


“We didn't use silence”.


Not "we forgot about silence." or "silence wasn't mentioned." But a specific, uncomfortable recognition that moments which needed a pause… were immediately filled. That gaps in the conversation were treated as problems to solve, rather than spaces to use.


One student put it simply: "Moments that could have benefited from a pause were quickly filled, which reduced the space for reflection." Another went further: "Filling silence felt like avoiding discomfort rather than a conscious choice."


This distinction matters because silence isn't just a technique. It's a test of how comfortable you are with not being in control. And most of us - under pressure, in high-stakes conversations - are not very comfortable at all.


What I find fascinating is that the students who noticed this were mostly observers. They weren't in the conversation, they were ‘just’ watching it. And from the outside, the pattern was obvious: we rush, explain, fill, persuade.


Not because we're bad leaders. But because sitting with someone else's discomfort - without fixing it, without moving it along - is one of the hardest things to do. And one we need to practice.


The irony is that the silence we avoid is often exactly what the other person needs. To process. To feel heard. To arrive at their own answer.


So here's a question worth sitting with, and I mean that literally:


"In your last difficult conversation, how much space did you actually leave?"


Post 1 of 5 in the series "What 120 MBA students taught me about difficult conversations"



O que 120 alunos de MBA me ensinaram sobre conversas difíceis: o problema do silêncio


Ninguém lhes ensinou isto. Eles descobriram por si próprios.


Ao longo de 120 reflexões individuais sobre conversas difíceis, uma observação surgiu repetidamente, de forma independente, em alunos que não tinham comparado notas entre si.


"Não usámos o silêncio."


Não "esquecemo-nos do silêncio." Não "o silêncio não foi mencionado." Mas um reconhecimento específico e desconfortável de que momentos que precisavam de uma pausa… foram imediatamente preenchidos. Que as pausas na conversa foram tratadas como problemas a resolver, e não como espaços a aproveitar.


Um aluno disse-o de forma simples: "Os momentos que poderiam ter beneficiado de uma pausa foram rapidamente preenchidos, o que reduziu o espaço para a reflexão." Outro foi mais longe: "Preencher o silêncio parecia uma forma de evitar o desconforto, mais do que uma escolha consciente."


Esta distinção é importante porque o silêncio não é apenas uma técnica. É uma forma de avaliarmos o nível de conforto que temos com a falta de controlo. E a maioria de nós - sob pressão, em conversas de alto risco - não está confortável com isso.


O que acho fascinante é que os alunos que repararam nisto estavam, na sua maioria, no papel de observadores. Não estavam na conversa, mas "apenas" a observá-la. E do exterior, o padrão era evidente: nós apressamo-nos, explicamos, preenchemos, persuadimos.


Não porque sejamos maus líderes. Mas porque permanecer com o desconforto de outra pessoa - sem o resolver, sem fazer a conversa avançar - é uma das coisas mais difíceis de fazer. E algo que precisamos praticar.


A ironia é que o silêncio que evitamos é muitas vezes exatamente o que a outra pessoa precisa(ria). Para processar. Para se sentir ouvida. Para chegar à sua própria resposta.


Por isso, deixo uma pergunta final para deixar assentar esta reflexão, e digo isto literalmente:


"Na sua última conversa difícil, quanto espaço realmente deixou ao outro?"


Publicação 1 de 5 da série "O que 120 alunos de MBA me ensinaram sobre conversas difíceis."


 
 

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